Léo corre pela grama alta, os olhos arregalados seguindo uma folha dourada que dança no ar. Ele ri alto ao ver a folha pousar em um galho baixo.
A folha se solta e cai diretamente no buraco de uma raiz grossa. Léo se ajoelha e estica o braço o máximo que pode, mas o buraco é fundo demais e escuro.
Ele suspira, frustrado, e bate suavemente no chão com a mão fechada. Léo dá alguns passos para trás e chama pelo nome da bússola, 'Pin-pin'.
O vento uiva entre as árvores, soprando folhas mortas contra suas pernas, mas ninguém responde. De repente, a escuridão das árvores parece aumentar, engolindo a luz do dia.
Léo fecha os olhos e conta até três, sentindo a textura áspera da casca de uma árvore sob seus dedos trêmulos. Ao abrir os olhos, o buraco na raiz brilha com uma luz azulada e quente.
Léo estala os dedos e a luz da bússola salta para cima, pousando exatamente em sua palma aberta. Ele abre a tampa prateada e vê a agulha girar feliz em torno dele.
Ele sorri, sentindo o metal frio e liso da bússola. Léo caminha de volta para casa, segurando a bússola como se fosse um tesouro.
A floresta sussurra suavemente, mas desta vez soa como uma canção de ninar conhecida. Ele acena para as árvores e entra na porta, pronto para outra aventura.