Luna saltava pela clareira ensolarada. De repente, parou. Seus ouvidos compridos balançaram.
Luna sobe na ponta dos pés e espreita o arbusto. Um passarinho azulzinho com uma asa caída, batendo-a levemente no chão.
Luna se agacha devagar e estende a patinha. O bichinho encosta o bico no seu dedo felpudo.
O riacho barulhento bloqueia o caminho. Luna empurra uma folha grande e chama o Esquilinho e o Macaquinho.
Juntos, eles montam uma rede fofo com a folha e um cipó manso. A balsa está pronta.
Luna carrega a folha até o alto da árvore. O papai-pássaro canta ansioso.
O passarinho ferido levanta a asinha e coça a cabeça de Luna.
Ele não voa ainda, mas agora pousa no ombro dela.
O papai-pássaro canta novamente — desta vez, feliz. Luna sorri.
Naquela tarde, Luna aprendeu que ajudar os outros é o maior tesouro da floresta.