A Flor que Queria Tudo de Graça

"A Flor que Queria Tudo de Graça" é um livro ilustrado em estilo Aquarela com um young boy, por Esther Cruz, para 6 a 9 anos — criado com Doodara, o criador de histórias com IA

por Esther Cruz · Aquarela · 6 a 9 anos · young boy · 12 páginas

curious, brave, helpful

esforço pessoal e responsabilidade

O jardim encantado de Kael sempre foi cheio de cores e sussurros. Mas naquela manhã, algo terrível aconteceu: as flores murchavam diante dos seus olhos, como se a vida estivesse sendo sugada delas de uma vez só.

Kael correu até a Flor Pedinte, a rosa mais deslumbrante do reino. Agora suas pétalas estavam opacas e seu caule curvado. Ele estendeu sua regadora, mas ela virou o rosto para o lado. — Por que eu deveria me esforçar pelo que já é meu por direito?

No dia seguinte, Kael encontrou um pergaminho pregado ao tronco do velho carvalho. A Flor Pedinte proclamara um decreto: todos os seres do jardim deveriam servi-la sem descanso. Ele apertou o papel com força.

Kael olhou para cima. Os passarinhos pousados nos galhos se entreolharam, bicaram as asas em silêncio e voaram para longe, ignorando o documento. Ele ficou sozinho com o pergaminho nas mãos.

À tarde, Kael correu pelo jardim procurando ajuda. As abelhas se recolheram às colmeias, os besouros se esconderam sob as folhas e as minhocas perfuraram a terra mais fundo. Ninguém queria vê-lo.

Quando Kael voltou, a Flor Pedinte jazia caída sobre o gramado. Suas pétalas estavam enrugadas e sem cor. O ar ao redor dela era seco e empoeirado. Seu sorriso anterior se perdera completamente.

Kael se ajoelhou ao lado dela. Despejou água gota a gota dos seus próprios jarros, depois retirou as ervas daninhas ao redor do caule. Seus dedos ficaram sujos de terra.

Aos poucos, sua cor voltou. Quando Kael segurou uma de suas pétalas, ela tremeu levemente contra a palma da sua mão. A flor sussurrou: — Eu pensei que o esforço dos outros seria suficiente.

— Nunca imaginei que o meu também fosse necessário — sussurrou a flor. Kael sentou-se ao lado dela em silêncio, enquanto o vento suave agitava as folhas ao redor.

Na manhã seguinte, o jardim estava vivo novamente. As abelhas zumbiam, os passarinhos cantavam, e as flores trocavam sussurros coloridos entre si. Kael sorriu ao observar a transformação.

Kael observou a Flor Pedinte regando sozinha suas próprias mudas. Cada movimento era lento, mas firme. Ela o viu e sorriu.

O som da água caindo sobre a terra molhada pareceu uma canção suave que preencheu o ar. O jardim de Kael estava inteiro de novo.

Doodara

A Flor que Queria Tudo de Graça

Esther Cruz