Na sala de aula, a professora lia sobre árvores grandes e antigas. Téo ouviu com atenção.
Ao sair da sala, Téo viu uma folha dourada no chão. Pegou com cuidado e guardou no bolso.
No caminho para casa, a folha foi amassando dentro do tecido do bolso.
Em casa, Téo tentou aplainar a folha entre as páginas de um livro. Mas ela ficou enrugada.
Tentou com um caderno, depois com uma revista grossa. Nada funcionou. A folha continuava amassada. Deixou-a na mesa e saiu.
No quintal, encontrou uma latinha vazia de biscoito atrás do barril. Abriu, colocou a folha e fechou a tampa.
No dia seguinte, Téo correu até a cozinha. Abriu a lata: a folha estava lisa, colorida e perfeita.
Mostrou a folha para a mãe. Ela se abaixou, passou os dedos devagar sobre as nervuras. Sorriu.
— Quer plantar uma muda no quintal? — perguntou a mãe.
Foram à loja de jardinagem. Escolheram uma pequena árvore num vasinho e voltaram para casa.
Na terra fofa do quintal, cavaram um buraco e plantaram a muda. Cobriram as raízes com cuidado.
No dia seguinte, uma folhinha nova brotou no galho mais alto. Téo chamou a mãe. Ficaram olhando juntos.