O tempo de silêncio começou, mas Nimble Pip ainda estava ocupado. Ele empilhou tampas de bolota, rolou um carretel e deslizou um barco de folha pelo chão. “Muito ocupado para cochilar!” ele piou.
Nimble Pip alinhou pedrinhas na janela. O quarto ficou em silêncio. Pequeno claque! Sua torre de pedrinhas tombou, e ele ouviu o silêncio empoeirado antes de se arrastar para o seu tapete com um olho ainda aberto.
Nimble Pip ficou muito quieto. Então, uma pequena mariposa dourada flutuou de um raio de sol, como se a luz tivesse ganhado asas. “Oh,” ele sussurrou, observando-a passar pela prateleira de brinquedos de madeira.
Ele mexeu uma pata para espiar mais de perto, e puff— a mariposa desapareceu. Quando ele parou novamente, três mariposas douradas desceram e desenharam linhas brilhantes na parede. Uma imagem brilhante se tornou uma bolota gigante em uma coroa, e Nimble Pip escondeu uma risadinha no cobertor.
Nimble Pip ficou tão quieto quanto uma pedrinha. Mais mariposas douradas circularam o quarto e pintaram uma floresta secreta nas paredes—escadinhas minúsculas, folhas iluminadas pela lua e um caminho brilhante se curvando bem acima de sua cama. Ele não se atreveu a se mexer.
No dia seguinte, os raios de sol riscaram o chão novamente. Nimble Pip acariciou seu tapete, dobrou suas patas e se acomodou antes que alguém perguntasse. Ele sorriu com o rangido silencioso das raízes e esperou pela primeira mariposa dourada.