Dolly trotava pelo mercado ensolarado com uma cesta nas costas.
Entre a barraca de pães e a barraca de flores, algo piscou nos paralelepípedos.
Dolly olhou para a esquerda. Dolly olhou para a direita. Então Dolly escondeu a moeda na lã e continuou com um pequeno sorriso.
Na barraca de brinquedos, Dolly diminuiu a velocidade. Piões giravam nos pensamentos de Dolly.
Na barraca de doces, Dolly sentiu o cheiro de pãezinhos pegajosos e açúcar. Clink. A moeda escondida batia a cada passo.
Então Dolly ouviu uma voz na barraca de frutas. "Minha moeda, minha moeda—onde ela foi?"
Dolly apressou-se. Dolly não olhou para trás.
Mas uma galinha travessa pulou na cesta e bicou uma folha de repolho.
Balança-balança-balança! Dolly agarrou a alça. Clink! A moeda soou alta desta vez.
Dolly parou.
Devagar, Dolly se virou e voltou pelo caminho movimentado.
Dolly estendeu a moeda brilhante. "Eu a encontrei e guardei," sussurrou Dolly.
Por um longo momento, a barraca ficou em silêncio, exceto pelo zumbido de uma abelha.
Então o vendedor de frutas sorriu e colocou uma pera crocante na cesta de Dolly. "Obrigado por me contar."
Dolly mordeu a pera suculenta enquanto o mercado falava ao seu redor.
"De nada," disse Dolly. E desta vez, isso foi tudo que Dolly levou para casa.