Na segunda-feira, Banana chegou à cozinha e foi até a cesta. Ao se olhar no espelho da geladeira, viu uma mancha amarela escura na casca.
Ele esfregou a mancha com a mão, mas não saiu. Banana suspirou e rola devagar até a cesta.
Na terça e quarta, mais manchas apareceram. Banana tentou se esconder debaixo de uma toalha de papel, mas ela caiu. Ele empurrou com o nariz, mas as manchas ficaram visíveis.
Na quinta-feira, Banana encontrou uma mancha grande perto da haste. Ele tentou arrancar a casca, mas ela rasgou suavemente. A parte de dentro era mais macia.
Na sexta de manhã, Banana estava coberto de manchas. Ele se olhou no espelho e suspirou fundo.
De repente, uma formiga subiu por uma mancha e parou no topo. Banana segurou a respiração. A formiga fez uma curva e seguiu em frente.
Banana ri alto, um som seco e leve. Ele continua com suas manchas e as chama de estrelas.
Ele usa sua casca macia para fazer barquinhos e os coloca na pia com água. Banana flutua um barquinho e observa ele girar, feliz.
O barquinho girava e girava. Banana sorria.
Banana olhou para suas manchas e pensou: talvez elas não fossem defeitos. Talvez fossem apenas estrelas que a cozinha deixava nele.
Na semana seguinte, Banana ainda tinha suas estrelas. E cada manhã, ele flutuava um barquinho novo na pia.
O barquinho girava. As estrelas brilhavam. Banana estava feliz.