Entre cogumelos luminosos, Bento viu uma semente prateada saltar sozinha. Plim-plim! Ela pulou até sua pata.
Bento apanhou a semente depressa. Depois, correu para uma clareira dourada, segurando-a com cuidado.
Bento cavou um buraquinho e colocou a semente. Ao regá-la com uma folha de orvalho, a terra fez PLOP e sujou suas orelhas.
Bento riu da lama e regou outra vez. Nada aconteceu; então ele pensou: “Ainda falta água.”
Bento encontrou uma gota numa casca de noz e voltou correndo. “Bebe, sementinha!”, cantou, despejando a água.
A terra estalou. A clareira tremeu, e um broto brilhante cresceu, apontando para uma trilha desconhecida.
Num clarão, o broto abriu-se. De dentro saiu um pequeno amigo feito de folhas e luz.
Bento seguiu o amigo pela floresta. Logo, a trilha se dividiu em três caminhos cobertos de sombras.
Bento escolheu um caminho. Os cogumelos apagaram-se, um por um, e a escuridão fechou a trilha.
Bento parou. Então, a semente virou uma lanterninha em sua pata, e uma pequena luz dourada apareceu.
O pequeno amigo iluminou o caminho certo. Bento caminhou atrás dele, seguindo pontos dourados entre as raízes.
Os cogumelos voltaram a brilhar. Bento acenou ao novo amigo e plantou a lanterninha junto à sua porta, pronta para outra aventura.