Na floresta encantada, o sol filtrava-se entre as folhas. Um riacho cristalino cantava baixinho, e a pequenina raposa corria pela clareira.
A raposinha ouviu um chiado perto do riacho. Parou. Uma coelhinha estava presa entre duas raízes grossas!
A raposinha puxou a raiz da esquerda. Nada. Então chamou o sapo verde. Ele empurrou com as patinhas traseiras. A raiz rangeu e afundou um pouco.
Depois, buscaram o ouriço. Ele enrolou a raiz e rolou com força. A coelhinha soltou um suspiro e os bigodes tremiam de alívio.
Empurraram juntos uma última vez. A raiz estalou e se soltou. A coelhinha saltou e deu três pulinhos na grama úmida.
A coelhinha mordeu um dente-de-leão e deixou-o perto da raposinha. As orelhas dela se inclinaram para frente. Obrigado.
Os três caminharam lado a lado pelo caminho florido da floresta. A raposinha olhava para o dente-de-leão e sorria.
A floresta parecia mais alegre naquele dia. O riacho cantava mais alto, como se dissesse: muito bem, amigos.