Que dia de sol! No parquinho, o balanço favorito de todo mundo voa alto, alto, lá no alto! Nhec, nhec, cantam as cordas, e as risadas se espalham pela grama toda.
Para brincar no balanço tem fila: primeiro a gente pega uma pulseirinha laranja. Ana Alice coloca a sua. Parece um pedacinho de pôr do sol no pulso! Depois, Ana Alice entra lá no finzinho da fila.
O balanço sobe tãããão alto! Vuuush… até as nuvens e de volta. Os pés de Ana Alice formigam e dão pulinhos: ai, que vontade de voar lá em cima AGORA!
Ana Alice fura a fila só um passinho. Ai, não: o menino franze a testa, e a boca dele fica torta. “Desculpa”, sussurra Ana Alice, voltando para o lugar com as bochechas pegando fogo.
Aí o menino abre um sorrisão: “Esperando também dá para brincar! Um balanço, dois balanços, três…” E os dois contam juntos, cada vez mais alto, dando risadinhas no meio.
Chegou a vez do menino — e lá vai ele voando! Ana Alice bate palmas e torce com toda a força: “Que alto! Parece um foguetinho!” Sabe que torcer também é divertido?
Ana Alice fecha os olhos e imagina que já está voando — por cima do escorregador, por cima das nuvens, feito um passarinho! O vento parece de verdade. E a barriga fica levinha, levinha, cheia de cosquinhas.
“Agora é a sua vez!” Ana Alice sobe num pulo: um balanço, dois… cada vez mais alto! O vento canta nos ouvidos, e o parquinho inteiro fica pequenininho lá embaixo. Uhuuul!
“…nove, dez!” Acabou a contagem. Ana Alice desce num pulo e segura firme o balanço para a menina: “Agora é a sua vez!” E passar a vez deixa o coração quentinho, quentinho.
“Ana Alice, vem construir um castelo com a gente!”, chamam os amigos lá do tanque de areia, acenando. E lá vai Ana Alice correndo, com a pazinha erguida bem alto. Com quem sabe esperar a vez, todo mundo quer brincar!