Oli seguiu uma trilha de penugem dourada até a floresta encantada. Tirou a lanterna do bolso e clicou o interruptor.
A lanterna não acendeu. Mas seu vidro pulsou com um brilho quente, como se estivesse viva.
Um riacho prateado bloqueava o caminho. Oli correu e pulou — SPLASH! Caìu de bumbum na água.
Das plantas, uma tartaruga com manchas azuis brilhantes no casco piscou para ele. Oli encostou o dedo na casca — ela vibrou como um sininho.
A tartaruga virou-se e começou a caminhar sobre um tronco caído. Parava de vez em quando, como se dissesse: 'Me segue.'
Do céu, todas as estrelas piscaram ao mesmo tempo. A floresta mergulhou na escuridão mais densa.
Oli apertou a casca rugosa do tronco. Um corvo grasnou três vezes. Algo rangeu lá na frente.
Ele lembrou do brilho azul. Estendeu as mãos. Seus dedos começaram a brilhar dourado, como vaga-lumes presos.
A luz se espalhou do peito de Oli para a floresta inteira. As estrelas voltaram uma a uma.
O casco da tartaruga brillhou azul de novo. E a luz dourada de Oli iluminou o caminho de volta para casa.