Ao anoitecer, Dalle desceu pela rua tranquila. Todas as janelas estavam escuras, exceto uma pequena luz na varanda.
Dalle diminuiu a velocidade ao lado do brilho quente. Beep? Mariposas dançavam ao redor da lâmpada. Dalle subiu pelo primeiro caminho para ajudar.
Um jornal deslizou pelo gramado. Dalle o pegou e o colocou cuidadosamente ao lado da porta do vizinho.
Então Dalle empurrou um vaso de flores que estava tombado para cima. Farelos de terra se espalharam em um círculo no degrau. "Oh," disse Dalle suavemente.
Dalle juntou a terra em um montinho arrumado. Uma janela se abriu com um clique, e uma lâmpada dentro piscou.
Na casa seguinte, correspondência caída pendia metade para fora de uma caixa. Dalle esticou-se e a colocou no gancho.
Mas um envelope grudou no pé de Dalle e veio junto como um sapato de papel bobo.
Dalle o descolou com um pequeno zumbido. Clang! fez a bandeira da caixa de correio. De dentro, um vizinho riu. "Boa pegada!"
Outra luz acendeu na esquina. A rua não parecia tão solitária agora.
Na última varanda fraca, Dalle levantou uma sacola de compras que estava balançando. Uma laranja redonda escapuliu.
Bum, bum, bum foi a laranja descendo os degraus. Então ela disparou para a rua.
Dalle correu atrás dela através das sombras azuis e a agarrou bem antes da calha.
Dalle olhou para cima. Clique, clique, clique! Luzes de varanda, luzes de janela e luzes de fadas acenderam todas de uma vez na rua.
Dalle ficou muito quieto e ouviu. As portas se abriram. Vozes chamaram: "Obrigado, Dalle!"
Dalle voltou para a primeira luzinha. Agora toda a rua brilhava ao seu lado como uma fileira de estrelas amigáveis.
Os vizinhos acenaram de suas varandas. O ar cheirava a jantar e ao pavimento resfriado pela chuva. Os olhos de Dalle brilhavam. "Beep-beep!"