Leo puxa a alavanca dourada de um livro antigo e o chão da biblioteca se abre. Ele dá um passo hesitante, sentindo o ar frio subir pelas pernas.
Os degraus mudam sob seus pés: madeira vira pedra, pedra vira areia quente. Leo sorri ao tocar a textura áspera, percebendo que as letras nas paredes flutuam como gaivotas.
Ele segue as vogais brilhantes que voam em direção a uma porta feita de ondas azuis. Ao atravessá-la, Leo cai suavemente em cima de uma montanha de nuvens fofas.
Ele ri alto, balançando as pernas no vazio, enquanto consoantes verdes dançam ao redor. Ele alcança a próxima letra, esperando encontrar o caminho de volta ou para outro lugar.
As letras formam um turbilhão caótico que gira rápido demais, fazendo Leo perder o equilíbrio e cair em picada livre. O vento uiva nos ouvidos, misturando-se com o barulho de páginas virando.
De repente, ele vê uma grande palavra 'PARAR' suspensa no ar, brilhando em vermelho intenso. Leo estica o braço e toca a palavra vermelha, que se transforma em um trampolim macio.
O trampolim macio lança gentilmente de volta para a sala. Ele aterrissa de pé na biblioteca, com as mãos ainda vibrando pelo impacto e um sorriso largo no rosto.
Os livros estão parados novamente, mas agora parecem esperar pela próxima história que ele vai contar. Leo acaricia a lombada do livro antigo, pronto para começar.