Bolota pára no meio da trilha coberta de samambaias. Ele olha para os dois lados. Ninguém vem.
Bolota olha para os dois lados. Só o barulho do vento nas folhas. Ele franze a testa.
Um macaco sabichão desce de um galho. 'Perdido?' ele pergunta, balançando a cauda.
Bolota acena com a cabeça. O macaco faz um gesto: 'Vem.'
Bolota caminha atrás do macaco. Passa por uma toca de ursos, por uma pedra com flores roxas.
Passa por um riacho que canta. O macaco para, aponta, e Bolota segue.
O rio aparece largo e rápido. Bolota dá um passo atrás.
De repente, uma tartaruguinha fica presa no meio da pedra, com as patinhas se mexendo no ar. 'Preciso de ajuda!'
Bolota empurra a pedra devagar até a margem. A tartaruguinha suspira, acena com a cabeça.
A tartaruguinha continua seu caminho. O macaco vira em uma trilha escondida entre samambaias gigantes.
O sol entra em fatias douradas pelo alto das árvores. Bolota entra na clareira e para.
Sua mãe está sentada ali, esperando. Ele não acredita.
Bolota corre. A mãe abaixa a cabeça e o lambе.
O vento sopra as folhas, fazendo um barulho suave. Bolota aperta o focinho no pescoço da mãe.
Ela pisca, feliz. As samambaias balançam ao redor deles.
Bolota encontra o caminho de volta. A floresta inteira parece sorrir.