De Mau a Legal

"De Mau a Legal" é um livro ilustrado em estilo Pintura a Óleo com um rapaz, por Guest, para 6 a 9 anos — criado com Doodara, o criador de histórias com IA

por Guest · Pintura a Óleo · 6 a 9 anos · rapaz · 12 páginas

mischievous, brave, curious

transformação e redenção juvenil

O pátio da escola era grande e barulhento. Rafa chutou a bola com toda a força — ela raspou no ombro de Lucas, que caiu sentado na grama. "Desculpa", disse Rafa, mas não parecia se importar mesmo. O vento levou folhas secas rodopiando pelo recinto, como se tudo estivesse apenas passando.

Na sala de aula, Rafa foi entregar o caderno à professora. Mas suas mãos escorregaram — o caderno caiu e as páginas voaram como pássaros assustados. Ele sentiu o rosto aquecer, mas ergueu um sorriso para os amigos, enquanto o som das folhas batendo no chão preenchia tudo.

Os amigos riram, mas não eram risadas ruins — eram risadas de quem não prestou atenção. Rafa abaixou a cabeça e recolhheu as páginas uma a uma, guardando o sorriso como quem guarda segredo. A professora colocou a mão no ombro dele e disse: "Tudo bem, Rafa. Tenta de novo."

No campo, Rafa pediu para entrar no jogo. "Agora não", disseram. Ele ficou parado na beira, chutando a bola para o nada. Tentou driblar, mas o pé tropeçou no buraco da grama e ele caiu de joelhos. Levantou-se, jogou a bola para longe e ficou cheirando a terra molhada.

Rafa observou os outros jogar. A bola voava de um lado para o outro, e eles gritavam nomes uns dos outros. Ele conhecia aquela música — ou pelo menos conhecia o ritmo. Mas ninguém o chamou. Ele apertou os dedos no joelho e esperou.

O campeonato chegou na sexta-feira. O pátio estava cheio de bandeirinhas e crianças gritando. Rafa jogava pela primeira vez naquela tarde — e restava um lance. O goleiro avançou, os outros correram. Rafa viu a bola vindo em sua direção.

Poderia chutar. Poderia marcar. Mas do outro lado do campo, um colega estava sozinho, desmarcado, pronto. Rafa pensou nos dias em que ninguém o chamou. Pensou em ser parte de algo maior. Ele passou.

A bola viajou pelo campo em arco perfeito. Todos pararam de gritar. Houve um silêncio enorme, pesado, de quase nada. A bola entrou no canto da rede. E então —皋h!皋h!皋h!皋 — a torcida explodiu. Rafa corria junto com todo mundo, sem saber se tinha marcado ou não.

Dias depois, Rafa abriu a marmita e dividiu o lanche com o colega que tinha marcado. "Obrigado", disse o amigo. Rafa só assentiu, mas o sorriso que veio foi diferente — era verdadeiro. Naquela tarde, fez três passes certos e ajudou um colega que tropeçara na grama.

No pátio, as risadas não eram mais só de quem assistia. Era tudo ao mesmo tempo — bolas quicando, apitos, gritos de "passa! passa!" Rafa corria de um lado ao outro, e cada vez que passava a bola, alguém gritava seu nome. O vento levava folhas secas, mas agora elas dançavam junto.

A professora passou por perto e viu Rafa ajudando um colega a se levantar da grama. Ela sorriu e continuou caminhando. Rafa nem percebeu. Estava ocupado demais olhando para o campo, contando quantos toques a bola ia dar antes do gol.

Quando o sol começou a se pôr, o pátio ainda estava cheio. Bolas quicavam, vozes ecoavam, e o vento levava folhas secas que pareciam celebrar. Rafa ficou parado um instante, olhando para tudo aquilo, e pensou: talvez o campo fosse grande o suficiente para todos.

Doodara

De Mau a Legal

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