Noé entregou o martelo ao pai. Uma gota de chuva pingou em sua bochecha. Ele encostou a mão no rosto e franziu a testa. O pai não parava de trabalhar.
O som dos pregos entrando na madeira ecoava como música. Noé olhou para o rio, que começava a tremer com as gotas.
Noé viu um pato tremendo perto da arca. Ele correu para buscar uma esteira seca. O vento arrancou a esteira e a fez girar como asas.
Noé correu atrás dela, rindo. A esteira pousou no pato, que balouçou a cabeça e entrou na arca. Noé respirou fundo.
O pato já estava confortável dentro. Noé carregava uma cesta de maçãs quando tropeçou em uma raiz. As maçãs rolaram pela grama.
Um rato apareceu e pegou uma maçã. Noé apontou para a arca. O rato correu para dentro. Noé sorriu.
Mais animais estavam chegando. A chuva caía mais forte. Noé se encolheu perto do pai. O trovão fez a arca tremer.
De repente, um raio de sol atravessou as nuvens e iluminou o interior da arca. Todos os animais estavam quietos, dormindo.
Noé segurou a mão do pai. Ele ouviu a respiração lenta do pai e fechou os olhos.
A chuva parou. Noé abriu a pequena janela da arca. O arco-íris apareceu sobre o rio.
Ele tocou a madeira da arca e sorriu. O mundo estava lavado e brilhante.
Noé se deitou contra o pai e ouviu o bater suave de gotas no telhado.