O dia de artesanato foi tranquilo por um pequeno minuto. Dolly mergulhou seu pincel em um copo de tinta azul.
A mesa de pintura fez um pequeno rangido. Ela balançou. SPLASH!
A tinta azul escorreu pelo mural. No corredor, ouviram-se passos e cadeiras arrastando. Dolly pegou um pano e olhou para as gotas.
Ela esfregou rápido. Ela secou com toalhas de papel. Mas o azul só se espalhou em uma grande nuvem borrada.
"Talvez tenha me esbarrado," sussurrou Dolly, olhando para a mesa tremendo. A porta da sala começou a se abrir.
Todos voltaram ao mesmo tempo. Olhos saltaram da mesa para o mural. A sala zumbiu com vozes confusas.
Dolly levantou uma pata e apontou para a mesa tremendo.
Então uma gota azul boba caiu na pata de Dolly. Dolly piscou. "Não—fui eu. Eu derrubei."
Dolly mostrou o copo tombado, o pano encharcado e o canto respingado. Ela contou exatamente o que aconteceu.
A sala ficou em silêncio. Tap-tap. Uma última gota caiu enquanto Dolly esperava ao lado da bagunça azul.
Então mãos se estenderam em direção a papéis novos, pincéis e esponjas.
"Vamos fazer um rio," disse alguém. Dolly pintou a primeira curva longa e azul.
Logo o rio serpenteou por todo o mural. Peixes nadavam lá. Barcos balançavam lá. Ondas impressas com esponja brilhavam.
Pincéis se moviam. Papéis farfalhavam. A sala soava ocupada novamente, não confusa.
Quando o mural foi pendurado para secar, Dolly ficou ao lado dele. Todos sorriram para o novo rio que serpenteava pela imagem.
Dolly também sorriu e olhou para o rio que ela ajudou a começar.