Ester chuta a bolinha pela grama. Zoi salta logo atrás, quicando. De repente — puf! — Zoi some atrás das flores altas.
A bolinha rola até os pés de Ester. Ela para, olhando as flores. "Zoi?" O vento responde, bagunçando as pétalas ao redor.
Ester se abaixa e espia atrás do girassol enorme. Nada. Empurra uma margarida de lado. Nada.
"Zoi, está aí?" Ela chama baixinho. Só o pica-pau responde: tchac. tchac. tchac. Na árvore à esquerda.
Ester pousa de joelhos na grama molhada. Espalha as pétalas de uma flor vermelha grande. Duas orelhas espiam por cima.
Zoi está ali, mordendo uma folhinha verde. Ele mostra os dois dentes de frente. "Ahá!" ele ri, alto e redondo.
Ester estica a mãozinha. Zoi pula para fora e agarra os dedos dela num aperto apertadinho.
De mãos dadas, os dois ficam parados. O arco-íris sopra na cabeça deles, tingindo as pétalas de laranja e azul. Só o ventinho fino nas folhas.
Eles andam espremendo entre as flores. O sol queima os ombros de Ester. Os pássaros cantam um tom mais alto, mais alto ainda.
Zoi puxa. Puxa. Puxa a mão dela. Ester sorri e puxa de volta. Eles não soltam.