O recruta entra mancando na academia do General Pump, esfregando os olhos com força. O cronômetro na parede faz tic-tac-tic-tac em ritmo acelerado.
O General Pump cruza os braços e aponta para a esteira. O recruta engole seco e caminha até o aparelho.
O recruta tenta correr, mas escorrega e cai de bunda no tapete com um puf alto. Ele fica vermelho de vergonha.
O General Pump assente devagar e caminha até a mesa de pesos. O recruta abaixa a cabeça, sem ousar olhar para cima.
Com três levantamentos de peso, o recruta balança os braços sem conseguir erguer a barra — o metal clanca no chão frio.
O suor escorre pela testa e pinga no joelho ralado. O General Pump segura seu ombro firme.
A barra sobe, tremendo, até o ponto mais alto. O recruta travessa os dentes e segura.
A campainha toca ding e o recruta para, ofegante, com as mãos nos joelhos e o peito subindo e descendo rápido.
O General Pump coloca a mão no ombro dele e diz algo que faz o recruta parar de tremer.
O recruta sai da academia com a postura ereta, o queixo erguido e o uniforme completamente alinhado.
A luz do sol entra pela porta aberta e ilumina seu passo firme no piso de concreto.
O cronômetro para de ticar — a academia está em silêncio.