Laranjinha empurra um cipó grosso e vê luzes piscando por trás. Um jardim colorido se abre.
Ela entra sem pensar, os pezinhos achando a grama macia e cheirosa. Três flores murchinhas pedem água com voz fininha.
Ela recolhe gotas de orvalho das folhas e rega cada uma. A primeira se ergue com um estalo, a segunda abre uma pétala amarela, a terceira faz a borboletinha pousar no botão.
Laranjinha descobre a borboletinha com a asa rasgada e cola com pólen dourado. A borboleta brilha e faz piruetas.
De repente, uma nuvem cinza passa e tudo escurece. As flores fecham e as borboletas caem no chão.
Laranjinha corre e espalha água das folhas uma por uma, cantando bem alto. As cores voltam devagar.
As cores voltam, uma a uma, até o jardim todo brilhar de novo. As flores se abrem e sorriem.
O jardim fica radiante. Uma minhocinha faz cócegas nos seus pezinhos, e as borboletas fazem círculos dourados em volta.