Laryssa sente uma preocupaçãozinha: e se chover amanhã? E o piquenique? Puf! Um balãozinho azul aparece do nada e fica flutuando bem em cima da cabeça de Laryssa. Que coisa esquisita!
De noite, tem uma sombra escura na parede. Quanto mais Laryssa olha, maior fica a preocupação. Laryssa puxa a coberta até o queixo… e lá vem flutuando um balão roxo.
O coelhinho de pelúcia sumiu! Laryssa procura no baú de brinquedos… nada. Levanta as almofadas… nada também. E chega mais um balão flutuando, um amarelo.
Laryssa guarda todas as preocupações bem lá no fundo, sem contar pra ninguém. E os balões, quietinhos, vão crescendo, crescendo… ficam enormes! Agora seguem Laryssa pra todo lado e batem no teto.
O ursinho está sentado na cabeceira, com seu coraçãozinho vermelho, como quem diz: — Quer me contar? Laryssa sobe na cama, dá um abraço apertado nele e começa a sussurrar baixinho, bem baixinho.
— Estou com medo de que chova amanhã. — Mal as palavras saem… pufe! O balão azul encolhe, fica pequenininho e vai embora pela janela, subindo pro céu. Laryssa olha tudo de olhos arregalados.
— Tenho medo da sombra escura na parede. — Falou, olhou bem… ora, é só a sombra do cabideiro! Laryssa dá uma risada aliviada. Zum! O balão roxo sai voando noite adentro.
Só sobrou um balão: o amarelo, o maior de todos. Laryssa segura a patinha do ursinho e respira fundo, com coragem. A voz treme um pouquinho: — E se o coelhinho… nunca mais aparecer?
Na hora em que fala, o balão amarelo encolhe, encolhe… vira um pontinho de nada, nadinha de assustador. E embaixo da cama… duas orelhas compridas aparecendo! O coelhinho!
No fim da tarde, Laryssa se aninha na janela com o ursinho e o coelhinho. O céu está cheio de balões soltos, voando pra longe, bem longe. — Preocupação, quando a gente conta… voa pra longe.