Léo caminha pela porta da sala nova, sua mochila amarela balançando forte. O chão de madeira range sob seus tênis. Ele para no meio da classe, e todos olham.
Léo senta-se sozinho no último banco. A campainha toca — tin, tin — e os colegas começam a conversar em grupos. Ele desenha um sol amarelo no caderno, mas a borracha quebra.
Na hora do recreio, Léo caminha pelo caminho da floresta perto da escola. Uma árvore gigante aparece, com folhas que brilham prata sob o sol. Um sussurro vem das folhas: shhh, shhh.
Uma voz doce sai da árvore.
Oi, Léo. Sou Prata, o guardião das folhas sussurrantes. Você parece perdido.
Léo sorri fraco.
Sim. Minha escola é nova. Não conheço ninguém.
Prata balança os galhos. As folhas prateadas cantam: glimmer, glimmer.
Venha. Eu conheço todos da sua classe. Eles adoram segredos bonitos.
Léo segue os passos de Prata até a escola. Na porta, os colegas já estão esperando.
Olá! Prata nos contou sobre você!
Léo entra na sala e sente que, pela primeira vez, aquele lugar já era seu.