Lia acordou no escuro. O bebê chorava. Ela passou a mão nos cabelos, pegou o pequeno no colo e suspirou. Três da manhã.
Lia tentou de tudo. Leu um livrinho, cantou, ofereceu a mamadeira. O bebê balançava a cabeça. Nada funcionava.
Então Lia fez uma careta. Esticou a língua, arregalou os olhos. O bebê parou de chorar. E começou a rir!
O bebê agarrou o dedo dela com força. Lia riu junto. Ele bateu palmas. Uma risadinha gostosa preencheu o quarto.
Lia sentou no chão, encostada na cama. O bebê batia palmas e ria. A luz da manhã começava a entrar pela janela.
Lia beijou a testinha do bebê. Ele segurou o nariz dela e fez uma bolha. Lia sorriu.
O dia começou. Lia abraçou o bebê no colo, sentada entre os brinquedos. Ele encostou a cabeçinha no ombro dela e fechou os olhos.
Lia sorriu. Cansada, mas feliz. O apartamento amarelo estava cheio de luz. Ela sussurrou: Eu te amo.