Lina corre até a praça de Vila Alegria e para no meio do barulho.
Ela vê as crianças jogando bola, mas nota um menino novo sentado sozinho no banco.
Lina aperta a bochecha pensativa. Ela queria convidá-lo, mas não sabia como.
Lina corre de casa em casa tocando seus sinos de lata: 'Venham! Vamos fazer o Festival das Cores!'
As crianças surgem, empolgadas, e enchem a praça com panos e fitas.
De repente, um vento forte derruba todas as decorações no chão.
Lina se ajoelha e começa a recolher os panos sozinha.
O menino dos óculos se aproxima devagar e estende uma fita caída para ela.
Lina sorri e puxa o menino para ajudar; juntos penduram a primeira fita no varal.
O menino mostra como fazer nós que ninguém sabia. Quando o último laço é dado, os panos sobem no ar, flutuando como pétalas mágicas.
Todas as crianças dançam sob os panos coloridos girando no vento.
O menino rindo aponta para o céu onde as cores formam um grande arco-íris. Lina pega a mão dele e todos cantam juntos.