Lulu corre pelo portão aberto e vai direto para o cachorrinho que late alegre.
Paçoca roda em círculos no chão de terra, o focinho molhado batendo levemente na mão de Lulu. Ela se abaixa e começa a acariciá-lo sem parar.
Lulu espalha migalhas de biscoito no quintal e Paçoca pula atrás delas tropeçando nas próprias patas.
A barriga do cachorro balança quando ele para ofegante. Lulu ri alto, uma risada que ecoa entre as árvores do jardim.
De repente, Paçoca dá um salto grande e derruba o regador de metal que estava encostado na parede. O regador cai com um barulho alto.
Paçoca sai correndo em disparada pelos cantos do quintal. Lulu corre atrás dele, mas ele é mais rápido e já está escondido atrás da mangueira.
Lulu senta sozinha no chão frio do quintal e aperta o joelho com as duas mãos.
De repente, algo úmido toca sua mão — é o nariz de Paçoca, que apareceu de trás da mangueira com a língua pendurada.
Ele deita a cabeça pesada no colo de Lulu e ela passa os dedos pelo pelo macio.
Vovó Cida se senta do lado delas e envolve Lulu e Paçoca num abraço bem apertado.
O tecido macio do vestido de vovó Cida toca o ombro de Lulu enquanto o sol aquece os três juntos.
Nenhuma esquina do mundo é mais gostosa do que aquele quintal.