Na clareira da floresta encantada, um livro enorme repousava sobre um toco coberto de musgo. Luma se aproximou devagar, curiosa, e passou os dedos pelas páginas em branco. O ar cheirava a terra molhada e pinheiro novo.
Ela encontrou uma página com o desenho de uma rosa. Com a varinha estrelada, tocou a linha da flor e, para seu espanto, cor começou a brotar da página como se fosse vida de verdade.
Uma rosa vermelha e perfumada cresceu da página, tremendo suavemente no ar. Pétalas caíram sobre os ombros dela. Luma riu, e o som pareceria sinos de vento na floresta.
Depois, coloriu um cogumelo manchado. Ele apareceu com um suave plop, e Luma pousou mais perto para ver de perto.
Em seguida, pintou o Castelo Brilhante. As paredes de pedra brilharam, ganharam forma, e cores saltaram da página para a floresta inteira.
Luma saltou para cima e para baixo, feliz demais. Suas asas brilhavam em dourado e prateado, refletindo as cores do castelo na poça.
Então, passos leves apareceram na clareira. Um coelho, uma raposa e um pássaro apareceram entre as árvores.
'Vamos colorir juntos!' disse Luma. Ela estendeu a varinha, e do nada, três lápis de cor feitos de luz estelar apareceram, flutuando até cada animal.
Os animais pegaram os lápis com cuidado. Juntos, começaram a colorir, e redemoinhos de tinta subiram como nuvens coloridas.
A floresta inteira virou um arco-íris. Cada traço fazia as cores pulsarem, e as asas de Luma brilhavam junto com cada movimento.
O coelho correu entre flores pintadas, a raposa explorou arbustos cor-de-rosa, e o pássaro cantou nos galhos brilhantes.
Luma sentou-se no banco recém-colorido e sorriu. O Castelo Brilhante brilhava suave no crepúsculo. Tudo parecia perfeito. Ela passou o dedo por uma folha pintada e quente. A floresta descansava, completa.