Sob a raiz grossa de um carvalho, a pequena raposa polia suas cinco pedras brilhantes. Cada uma guardava uma cor diferente.
Ela sorria baixinho, admirando cada pedra uma a uma. Ninguém precisava ver aquilo — eram só dela.
Do outro lado da clareira, a coelha observava escondida entre os arbustos. Seus dedos brincavam com uma folha caída.
A pequena raposa percebeu o olhar e afastou as pedras mais perto. Nenhuma palavra foi dita.
A coelha foi até o salgueiro velho e se sentou sozinha. Uma lágrima rolou pelo focinho e caiu na casca.
A pequena raposa olhou para suas pedras. Olhou para o salgueiro. O jardim inteiro parecia ter parado.
Ela correu até o salgueiro. Sua pelagem brilhava com uma luz avermelhada enquanto corria pela trilha.
Ela segurou a folha caída na direção da coelha. A coelha a tocou, e um sorriso lento surgiu.
A pequena raposa então ofereceu sua pena azul lisa. As duas coisas brilharam juntas com luz dourada.
Juntas, sob o salgueiro, as luzes dançavam entre a raposa e a coelha. Ninguém mais precisava olhar para baixo.
Com cada tesouro que ela partilhou, a floresta despertou. Flores desabrocharam na trilha, e as folhas brilharam.
A pequena raposa não guardava mais nada sob a raiz do carvalho. Agora, ela tinha uma amiga para mostrar tudo.