Luna puxou a manta até o nariz e se espremeu contra o travesseiro. A escuridão do quarto era enorme, e os cantos escuros pareciam se mexer quando ela piscava os olhos.
Ela virou a cabeça para a janela e apontou um dedo para o céu cheio de pontinhos brilhantes. "São muitas estrelas…", pensou.
Luna começou a contar as estrelas em voz baixa, apontando uma por uma. Mas, quando fechava os olhos, a escuridão parecia aumentar.
O vento bateu suavemente no vidro. Ela contou de novo, mais devagar, mas o medo continuava lá.
Na terceira vez, ela contou com mais cuidado. Então uma estrela piscou bem na frente do nariz dela — mais rápido do que as outras.
Ela se inclinou para a janela, os dedos pressionando o vidro frio. A estrela parecia tremer de um jeito quase engraçado. Luna sorriu sem querer.
Ela contou mais uma estrela. E mais uma. Cada uma piscava e parecia sussurrar: tudo bem.
O quarto, que antes parecia tão grande e escuro, agora tinha um brilho suave nas paredes. As estrelas formavam um círculo ao redor da cama dela.
Luna soltou o lençol que segurava com força, se aconchegou no cobertor macio e fechou os olhos devagar.
A janela ainda brilhava com as estrelinhas, mas agora parecia um guarda-costas silencioso. Luna respirou fundo, o peito subindo e descendo em ritmo calmo, e adormeceu em paz.