Luna senta no tapete colorido da sala. Seu avô coloca um violão de madeira clara no seu colo. As cordas parecem difíceis.
Seu dedo escorrega e surge uma nota alta! "Assim!", diz o avô. Eles batem palmas: tum-tá-tum, tum-tá-tum.
A cada dia, Luna tenta de novo. As cordas doem seus dedinhos. Ela solta o violão e suspira.
O avô segura sua mãozinha e guia os dedos pela primeira sequência de notas. O violão canta — uma melodia que soa como risadas.
Luna olha para o instrumento com os olhos bem abertos de surpresa. "Nossa!"
Luna toca a mesma sequência todos os dias, repetindo tum-tá-tum, até que seus dedos encontram as cordas sozinhos.
Uma manhã, ela acorda cedo, pega o violão e toca a melodia inteira sem parar. Cada nota sai clara e feliz. Ela sorri, os pés balançando no ar.
Luna sobe na cadeira e toca sua música favorita. O avô começa a cantar junto, dançando pelo quarto. Um passarinho pousa na janela, ouvindo.
Luna continua tocando sem se importar — ela é uma pequena guitarrista de verdade, confiante e radiante.
O violão agora faz parte da sala luminosa, sempre ao lado do tapete colorido. Luna toca novas músicas todos os dias enquanto os desenhos musicais nas paredes parecem dançar.