Pela janela da nave, Miguel viu uma estrela diferente piscando longe entre tantos pontinhos brilhantes. Na mesma hora, girou o volante. “Vou até lá!”
Miguel apertou uma fileira de botões e guiou a sua nave pelo espaço. De repente, uma nuvem de poeira estelar cobriu o vidro com brilhos dourados. Ele franziu a testa, limpou a janela com a manga e seguiu adiante. Vruuum...
Miguel apontou a nave outra vez para a estrela. Só que três pedrinhas espaciais passaram rodopiando: plim, plom, plum! Ele deu um puxão rápido no manche, desviou das três e soltou: “Ufa!”
Quando chegou mais perto, Miguel percebeu que a estrela não ficava parada. Dela saíam fitas de luz que dançavam e faziam tin-tin-tin no casco da nave. Ele arregalou os olhos, riu do som engraçado e encostou bem devagar para ver melhor.
Miguel abriu a escotilha de observação e viu a luz misteriosa se abrir como uma flor no espaço. As cores mudavam de azul para rosa e dourado. Ele ficou quietinho por um instante. Depois sussurrou: “Nossa...”
Depois, Miguel virou a nave de volta e cruzou o espaço com um sorriso. Pela janela, olhou uma última vez para o clarão distante. O painel piscou macio, as estrelas passaram como açúcar no escuro, e ele seguiu feliz, pronto para buscar outra maravilha qualquer dia.