Mamãe colocou um monte de musgo macio na toca. “Um novo filhote de lontra está chegando,” ela disse. Mimble deixou cair sua pedrinha brilhante com um tilintar. “Aqui dentro?”
Mimble empurrou a pedrinha brilhante para um canto, depois para outro. Então Mimble a colocou perto do jogo do túnel de junco. Mimble deu um tapinha no colo da mamãe com uma pata e fez uma careta. Só um pequeno espaço restava ao lado do musgo quente.
Mimble ajudou a carregar juncos, pedras lisas e penas fofas para dentro da toca. Mas cada nova coisa fazia o espaço parecer menor. “Em breve não vai haver espaço para espirrar água,” Mimble bufou. Então uma pena pousou no nariz de Mimble. “ATCHIM!”
Mimble arrastou um longo tapete de junco para o lugar. BOING! Ele se virou e jogou pedrinhas em uma engraçada chuvinha. Mimble correu atrás das pedrinhas barulhentas. Uma pedrinha minúscula parou ao lado do ninho do filhote.
Um pequeno chiado veio do ninho de musgo. Mimble se aproximou cautelosamente. O novo filhote de lontra se contorceu à vista, não maior que um pãozinho de rio. Água pingava suavemente do teto. Muito gentilmente, Mimble colocou a pedrinha brilhante ao lado do filhote.
Mimble deslizou para o colo da mamãe, com o filhote aconchegado do outro lado. Mimble levantou uma pata em direção ao brilho do riacho. “Vou te mostrar os redemoinhos lentos primeiro,” Mimble sussurrou. Do lado de fora, o rio brilhava prateado. A toca parecia cheia de pequenos abraços e grandes planos de respingos.