Mira empurra a porta do quarto da vovó e congela. No canto, um piano coberto de poeira. Ela se aproxima e aperta uma tecla. *Bum.*
Ela toca outra tecla. *Bloop.* A porta Range entreaberta. A luz da tarde entra devagar.
Mira aperta três teclas. *Tum, clang, twang.* Ela se esconde atrás do banco, com as orelhas queimando. Espreita. O piano está quieto.
Ela se levanta e toca a tampa. *Tac. Tac.* Depois aperta as teclas como quem corre os dedos por um cercado. O piano faz um *fuuu* alto!
Mira pula — depois começa a rir. aperta a mesma tecla de novo. *Fu!* De novo. *Fu! Fu!* Ela sorri.
Ela aperta as mesmas quatro notas, cada vez mais devagar, até que elas viram uma canção. *Din. Din. Din. Doo.*
Mira vai até a cozinha. A vovó, o tio e a tia estão falando. Ela pega as mãos deles e os leva até o piano.
Ela senta e toca a canção das quatro notas bem alto. Quando termina, a vovó bate palmas. A tia limpa os olhos e sorri.
A vovó sorri. A tia sorri. O tio sorri. Mira olha para o piano e depois para eles. O piano fez uma canção!
O piano antigo cantou pela primeira vez. E Mira cantou junto. Na sala da vovó, com a luz do sol, o piano estava feliz.