A onda deslizou de volta com um silêncio. Entre duas pedras brilhantes, Momo avistou uma luva listrada.
Momo puxou-a para fora. Cheirava a algas, e um dos polegares tinha um pequeno buraco. “Alguém te perdeu,” disse Momo, levantando-a bem alto para o céu ventoso.
Momo carregou a luva passando por um caranguejo. “Isso é seu?”
O caranguejo clicou que não e apontou para o lado. Uma lapa bateu que não e apontou para outro caminho. Um peixinho pequeno balançou que não e apontou com um movimento.
Então o vento soprou pelo buraco do polegar. Pip! Momo riu e seguiu o som engraçado.
Para procurar mais rápido, Momo experimentou a luva de três maneiras. Em uma pata como uma bandeira. Na cauda de Momo como uma pista. Sobre uma pedra da poça de maré como um chapéu pequeno.
O caranguejo clicou suas garras. O peixe nadou em círculos. A lapa apontou para marcas frescas na areia molhada.
Folhas marrons deslizaram. Momo apressou-se atrás das marcas antes que a maré voltasse sorrateiramente.
Na borda mais distante da poça, uma onda maior espirrou. A luva escorregou da pata de Momo e flutuou como um barquinho.
“Espera!” gritou Momo. O caranguejo empurrou. O peixe deu um toque. A lapa segurou a luva apenas o tempo suficiente.
Momo agarrou a luva. Então Momo olhou para cima e viu uma criança na praia, segurando uma mão descalça no vento frio.
Momo subiu em uma pedra plana e levantou a luva bem alto.
A criança correu para baixo, rindo, e colocou a luva correspondente ao seu lado. As duas listras finalmente se encaixaram.
A criança deixou um pequeno balde de conchas brilhantes ao lado da poça. Momo compartilhou a descoberta cintilante com o caranguejo, a lapa e o peixe enquanto a água brilhava ao redor.