Uma nuvem espessa deslizou sobre a lua. De repente, a margem do rio ficou escura.
Momo parou com uma pata levantada. "Ah," sussurrou Momo.
As folhas do salgueiro pararam de brilhar. A água ficou negra como tinta. Momo saiu para encontrar um brilho de luz para todos que esperavam em casa.
Um pequeno brilho piscou em uma pedra molhada. Momo se aproximou.
Momo se inclinou e cheirou o cheiro fresco de lama. Plop. Era apenas uma gota de água.
Então Momo os viu. Três verdadeiros pontos de luz piscavam perto das raízes do salgueiro.
Momo seguiu as luzes piscantes pela alameda de salgueiros. Um pequeno passo, depois outro, depois mais um.
A grama roçou as patas de Momo. Em algum lugar acima, uma coruja chamou, "hoo-hoo."
Bum! Um vagalume bateu bem no nariz de Momo como uma lanterninha boba.
Momo pulou. O vagalume levantou voo, e mais pequenas luzes balançaram mais fundo na escuridão.
Momo correu atrás dos brilhos. Logo o caminho desapareceu sob o maior salgueiro.
Momo parou e ouviu o suave lap-lap do rio. "Mais um passo," disse Momo.
Momo empurrou-se através dos galhos pendurados.
Do outro lado, dezenas de vagalumes subiram de uma vez. Eles giraram sobre a água como um rio de estrelas.
Momo correu para casa ao longo da margem do rio. Os vagalumes brilhavam ao redor.
Então a lua se soltou das nuvens. A luz prateada derramou sobre as folhas do salgueiro, e o rio brilhou novamente.
Momo desacelerou e olhou para os lugares escuros ainda escondidos sob as árvores.
Momo sorriu, respirou fundo e continuou caminhando ao lado deles enquanto a noite brilhava suavemente ao redor.