Em frente à casinha colorida, a rua tranquila brilha sob o sol da manhã.
Moranguinha empina o nariz, segura a vassoura bem direita e varre a calçada enquanto cantaolarola rolêêê.
Um abacate enorme passa na bicicleta — de braços inflados e óculos escuros.
Ele para, aponta o polegar pra ela e diz: 'Oi, Moranguinha, que belas sementes!'
Moranguinha desce os olhos pros seus pontiagudos amarelinhos e abaixa a vassoura devagar.
'Ah… obrigada.' Ela dá uma risadinha curta e seca, como se o ar tivesse virado seco de repente.
O abacate faz um pirueta e some na curva da rua. A bicicleta zumba, e o farfalhar continua até sumir.
Moranguinha olha os próprios pontos amarelos, depois a calçada quase pronta.
Ela sorri bem grande, levanta a vassoura como se fosse um troféu e continua varrendo, cantando mais alto agora: 'Rolê rolêêê, olha minhas sementinhas!'
O sol brilha forte nos seus pontiagudos dourados.