De manhã, ao acordar, Laura Ayumi põe a mão no peito: tum, tum. — Que tempo será que faz hoje aqui dentro de mim? Sol? Chuva? Vamos descobrir!
A alegria é um sol grande e dourado! Quentinho, brilhando da cabeça aos pés. Até os dedinhos do pé querem pular e dançar na luz.
A animação é um montão de faisquinhas laranja: poc, poc, poc! Elas pulam e estalam e não param quietas nem um segundinho. Eba, lá vão elas de novo!
A tristeza é uma chuvinha azul: plim... plim... caindo devagarinho. Tudo fica quieto e um pouquinho pesado, e os olhos parecem duas pocinhas. Chorar também pode.
A raiva é uma tempestade vermelha enorme! Vuuu... BUM! O vento ruge e bate o pé. As bochechas de Laura Ayumi ficam quentes, e as sobrancelhas viram dois nozinhos apertados.
O medo é uma neblina cinzenta e grossa: ela esconde o caminho e deixa tudo em silêncio. Laura Ayumi se abraça apertado e sussurra: — E agora, o que eu faço?
Respira fundo: inspira... solta. Devagarinho a neblina se abre, e aparece um gramado verde e macio com um riachinho cantante. A calma é gostosa como grama fresquinha nos pés.
Então Laura Ayumi descobre, como se uma luzinha se acendesse: os sentimentos são como o tempo — eles chegam, ficam um pouquinho e depois vão embora. E todos eles podem existir.
Amarelo, azul, vermelho, verde, laranja, cinza... de mãos dadas, eles dançam pelo céu e viram o arco-íris de Laura Ayumi! Embaixo, Laura Ayumi roda, roda e ri alto.
À noite, o botton de arco-íris dá uma piscadinha na mesinha. Sol, chuva, tempestade ou neblina: cada sentimento é amigo de Laura Ayumi. Boa noite, sentimentos. Até amanhã.