Era uma vez uma cidade pequenina cheia de livrarias e cafés quentes. E havia um menino chamado Nicolas que guardava segredos debaixo da mesa na escola.
Na hora da aula, Nicolas escreveu uma carta de amor no seu caderno secreto. Dobrei com cuidado e guardei na minha pasta. Quem saberá?
No recreio, Nicolas correu para o jardim da escola. Ele escondeu a carta entre as flores — uma surpresa só dele.
Mas então o vento soprou forte! A carta voou pelos ares. «Não!» ele gritou, correndo atrás dela, mas não conseguiu alcançá-la.
A carta pousou suavemente entre pétalas rosa. Nicolas parou, desesperado. Os olhos cheios de preocupação.
Gabi chegou correndo pelo jardim e viu a carta brilhando entre as flores. «O que é isso?» perguntou, pegando com carinho.
Ela leu a carta. O rosto dela mudou — de surpresa para um sorriso grande. Então Nicolas chegou, ofegante, e viu tudo.
Nicolas congelou. As mãos trêmulas, a respiração presa. Gabi se aproximou devagar e estendeu a carta de volta.
Ela murmuro algo alto o suficiente para ele ouvir. Depois sorriu. E o menino sorriu de volta, devagarinho.
Gabi estendeu a mão. Nicolas aceitou timidamente. E juntos caminharam pela cidade entre livrarias e cafés quentes.
As livrarias pareciam mais especiais daquela vez. E os cafés, mais quentes. Mas o melhor de tudo era caminhar ao lado dela.
Pela primeira vez, Nicolas sentiu que não precisava mais esconder nada. Tudo estava certo.