Leo corre pelos campos verdes. Ele para e olha para cima. O sol brilha, os pássaros cantam. O cheiro de chuva sobe da terra.
Leo pergunta à vovó: como eu posso agradecer por tudo isso?
Leo tenta guardar tudo num saquinho. Uma folha dourada, uma pena, uma pedra cheirosa.
Mas o vento leva a folha, o pássaro leva a pena, e a chuva leva a pedra. Ele fica com as mãos vazias.
Ele olha para a vovó, sem saber o que fazer.
A vovó sorri e coloca a mão na cabeça dele. A adoração ao Criador nasce do coração grato.
Leo fecha os olhos e pensa no sol, nos pássaros, na terra molhada. Ele começa a sorrir.
No dia seguinte, Leo acorda cedo. O sol está nascendo e um pássaro canta lá fora.
Ele sussurra: obrigado, Deus. E faz de novo, e de novo, cada manhã.
Toda manhã Leo se levanta e agradece pelo que vê.
O céu estrelado, os campos verdes, as montanhas distantes. Ele só precisa olhar e dizer obrigado.
E o coração dele fica cheio.