Luína sentou-se ao lado da vovó. A vovó tossia sem parar. O quarto inteiro tremeu com cada tosse.
Luína colocou as mãos suaves nas costas da vovó. Fechou os olhos e sussurrou uma oração bem baixinho.
A vovó parou de tossir. Sorriu. O quarto todo cheirou a canela e calma.
No dia seguinte, Luína passou pelo jardim. As flores pareciam acenar para ela.
Ali estava o Sr. José, deitado na cama. A testa fria, a respiração devagar. Ele parecia muito cansado.
Luína se ajoelhou beside a cama. Segurou a mão enrugada dele e fechou os olhos.
O relógio fazia tic-tac, tic-tac. O Sr. José sorriu devagar.
No dia seguinte, Luína foi à casa do Sr. José com uma vasilha de sopa quente.
Ele se sentou na cadeira de balanço e a sopa desapareceu num instante — glup, glup, glup!
Luína riu alto enquanto ele lambia o lábio e balançava os pés feliz.
Agora Luína caminha pela vila e todos sabem: ela tem um dom especial.
O Sr. José acena da varanda. Luína acena de volta, com um sorriso no rosto.