No quarto acolhedor, Léo sobe na cadeirinha e alcança um livro escondido na estante. A capa roxa brilha: “NÃO LEIA ESTE LIVRO!”
Léo puxa o livro para perto, franze a testa e sorri. As letras douradas parecem piscar, como se desafiassem seus olhos.
Léo tenta abrir a primeira página. Baque! O livro se fecha sozinho, bem diante dele.
Léo tenta outra vez, devagarinho. O livro vibra em suas mãos, como um bichinho recém-acordado.
Léo suspira e olha para a lombada. “Você não vai escapar”, pensa, enquanto seus olhos procuram uma nova ideia.
Léo faz cócegas na lombada e assopra no cantinho. O livro escapa para o outro lado. “Ahá!”
Léo rói a língua, pensando. De repente, seus olhos se arregalam: uma ideia travessa acaba de aparecer.
Com um puxão decidido, Léo abre o livro de uma vez. Faíscas douradas explodem entre as páginas!
As cores giram como piões e puxam Léo para dentro. Ele flutua entre as páginas, rindo alto.
Léo passa por um rio de chocolate. Montanhas de algodão-doce se erguem adiante, enormes e cor-de-rosa.
Léo gira no ar, cercado por páginas coloridas. A aventura parece não ter fim.
Num piscar de olhos, Léo cai de volta no tapete macio. O quarto reaparece ao redor dele.
Léo passa a mão na capa fechada. “Obrigado por me deixar sonhar”, sussurra.
O quarto fica em silêncio. Léo segura o livro no colo, e seus olhos ainda brilham com tudo o que aconteceu.