Na areia da praia, Léo encontrou algo brilhante. Era uma estrela caída.
Ele a recolheu num pote. O vidro começou a brilhar — iluminando seus pés descalços.
Léo correu para casa sorrindo. Mas o brilho chamou a atenção da vovó Ana, sozinha na varanda.
Diante da casa da vovó, Léo viu seu rosto triste refletido na luz do pote.
Ele apertou o pote contra o peito. A estrela estava quente. Quis dividir o brilho, mas a tampa não abria.
Léo fez cócegas na estrela com um graveto. Ela só girou e ri baixinho.
Então Léo cantou uma canção suave. A estrela vibrou ansiosa. Foi então que ele teve uma ideia.
Léo pegou uma margarida do jardim e a colocou dentro do pote, junto com a estrela.
A estrela abraçou a flor e flutuou suavemente para as mãos da vovó Ana. Ela sorriu e sussurrou: 'Obrigado.'
Agora, Léo e a vovó Ana sentam-se lado a lado, cada um com uma estrela brilhante no colo.
O pote vazio descansava entre eles. A luz parecia estar em todos os lugares.
Léo olhou para o céu e viu outras estrelas caídas esperando por alguém que precisasse de luz. Ele se levantou, pronto para compartilhar mais.