No caderno aberto, Tina desenhou uma borboleta de cera. Agora ela puxa a borboleta da página. Mas ela não sai.
Tina puxa mais forte. Inclina-se para trás, empurra o caderno com o ombro contra a capa dura. Nada.
A borboleta fica parada. Asas lisas como pedra. Tina solta um suspiro pesado e olha para a rua lá embaixo.
As pessoas caminham e não veem a janela colorida do ateliê. Tina respira fundo. Algo se move na mente dela.
Tina tem uma ideia. Ela pega um lápis de cera amarelo e vira a página do caderno para uma folha em branco.
Ela desenha uma porta enorme na página. Com alças douradas e correntes que balançam.
A porta ganha forma. Tina pressiona o lápis com força, traço por traço. 'Eu consigo,' ela pensa.
A porta está pronta. Tina coloca a mão nela. A cera brilha. E então — a porta se abre.
Luz dourada escorre da página. Tina se inclina para frente, os olhos arregalados de surpresa.
Tina coloca o pé na página. Sobe devagar. A porta a conduz para dentro do desenho.
Dentro da página, tudo é cor e movimento. Tina sorri. Ela voa baixo, perto das nuvens de cera.
Tina volta para a mesa. Olha o caderno. A borboleta de cera agora voa livre, e ela sorri.