Duarte encontrou um estojo prateado debaixo do banco da escola. Ele abriu a tampa e ouviu um zumbido suave.
Dentro, havia apenas um pequeno espelho redondo. Duarte sussurrou o segredo para o metal frio.
O estojo piscou duas vezes com luz azul. Duarte sorriu, segurando-o contra o peito.
No dia seguinte, Duarte tentou contar o segredo para sua mochila. Ela apenas rangeu ao fechar.
Duarte correu até o parque e gritou o segredo para um pato. O pato coçou a cabeça.
Duarte se sentou na grama macia, sentindo-se sozinho. Ninguém sabia o segredo.
A professora perguntou se ele estava bem. Duarte apertou o estojo prateado e acenou com a cabeça.
O sol aqueceu suas costas enquanto ele segurava o segredo seguro. Era só dele.