O campo dourado se estendia sob um céu azul. Loannes corria, e de repente uma borboleta azul pousou no seu dedo. Ele parou, sorrindo. A borboleta levantou voo e ele a seguiu.
A borboleta encontrou uma menina sentada sob um velho carvalho. Ela tecia uma coroa de flores silvestres. Levantou os olhos, estendeu a mão e disse: "Eu sou Ginevra." Ofereceu uma flor amarela a Loannes, que a cheirou — cheirava a sol e terra quente.
De repente, o vento assobiou. As flores voaram! Loannes e Ginevra correram rindo pelo campo dourado. As pétalas giravam no ar e caíam por toda parte.
As flores pousaram em redor de um ninho vazio no chão. E ali, dentro, um filhote de passarinho agitava as asas. O bico aberto. Cantando bem baixinho.
O filhote agitou as asas outra vez. Loannes e Ginevra se aproximaram devagar. Ele pensou: Que pequeno você é. Ela sorriu e disse: Ele está cantando.
O filhote abriu o bico e cantou de novo, bem baixinho. Ginevra segurou a mão de Loannes. Ela pensou: Precisamos ajudá-lo.
Ginevra pegou as flores do chão e as colocou em redor do ninho — um tapete colorido. Loannes a observava, os olhos brilhando.
Loannes pegou uma folha grande e fez uma concha com terra molhada. Colocou ao lado do ninho. "Água", disse ele. Ginevra assentiu. Era tudo o que podiam fazer.
O filhote de passarinho bebeu um pouquinho. Agitou as asas e cantou mais alto desta vez. Ginevra e Loannes sorriram um para o outro.
Sentaram-se lado a lado. Os joelhos quase se tocando. O campo dourado brilhava ao redor deles e do ninho. A borboleta azul voltou a pairar no ar.
O filhote continuava cantando. Ginevra disse: "Ele está feliz." Loannes concordou. Não precisavam dizer mais nada. O campo dourado era o suficiente.
O campo dourado brilha. O velho carvalho se move com o vento. E no centro de tudo, o ninho com suas flores, a água e o passarinho cantando.