Uma brisa brilhante passou pelo quarto aconchegante de Niblet.
Niblet pulou da cama. Uma meia ficou presa em sua cauda, e sua torre de blocos desabou com um estrondo. “Demais!” ele exclamou.
No café da manhã, Niblet tentou servir aveia com frutas vermelhas.
Mas a colher escorregou. A tigela tombou. Frutinhas azuis saltaram debaixo da mesa como pequenas bolinhas de gude.
Niblet pisoteou. Então a colher bateu no chão, e ele cobriu os ouvidos.
Um adulto se agachou ao seu lado. “Vamos ver o que seu corpo está fazendo,” disse ele.
Niblet pressionou suas patas na mesa e ouviu as folhas sussurrarem na janela.
“Minhas mãos estão apertando,” ele disse. “Meus pés querem chutar. Tudo está arranhando e barulhento.”
O adulto deslizou um copo fresco de água. “Esse sentimento às vezes tem um nome,” disse ele. “Frustrado.”
Mais tarde, no caminho da floresta, Niblet puxou o zíper de sua mochilinha.
O zíper emperrou, então prendeu sua pelagem por um segundo bobo—zip! “Ah, vai!” gritou Niblet.
As folhas passaram rapidamente. Niblet parou, respirou fundo e disse: “Estou frustrado. Você pode me ajudar?”
O adulto gentilmente soltou o zíper.
Então Niblet puxou-o para fechar o resto do caminho com um puxão lento e cuidadoso.
O ar pinheiral parecia mais suave. Perto de casa, uma pilha de gravetos desabou com um estrondo.
Niblet olhou para a bagunça e disse: “Estou frustrado,” antes que o estrondo pudesse ficar maior. E o dia parecia brilhante de uma maneira mais tranquila.