A professora organizava os brinquedos na estante. De repente, Pedrinho corre e puxa o caminhão azul das mãos do colega.
O menino colega solta o caminhão. Seus lábios começam a tremer e ele aperta os olhos, pronto para chorar.
Pedrinho aperta o caminhão contra o peito. Ele fecha os olhos e não olha para ninguém.
A professora se abaixa e toca o ombro de Pedrinho com suavidade. Ela mostra como pedir as coisas com educação.
A professora aponta para o caminhão e depois para si mesma. Pedrinho olha para o amigo que chora e aperta a lataria.
No dia seguinte, Pedrinho entra na sala e vê o caminhão azul na mesa do colega.
Ele estica a mão e para no ar. Olha para a professora. Ela está do outro lado da sala e faz um gesto com a cabeça.
Pedrinho respira fundo e caminha até o amigo. Ele fala baixinho: 'Posso brincar depois?'
O colega para de brincar, olha para Pedrinho e assente sorrindo. Ele empurra o caminhão devagar.
A professora, do canto da sala, sorri e faz um gesto de aprovação. Pedrinho segura o caminhão com as duas mãos, feliz.
Pedrinho empurra o caminhão pelo chão, fazendo vrum, vrum baixinho. O colega se aproxima e ajuda a construir uma estrada com blocos coloridos.
O caminhão para, passa, passa de novo — as rodas giram sobre o papel. Na estante, o relógio da parede tiquetaqueia devagar.