Luma saiu da sala e entrou no pátio da escola. O barulho das crianças ecoava como ondas.
Ela parou no meio da multidão. Viu Mateus sozinho encostado no muro, brincando com uma pedrinha.
A campainha tocou. Luma apertou a alça da mochila. Precisava fazer algo.
Luma correu até Mateus e estendeu a mão. Ele balançou a cabeça e olhou para o chão.
Ela desviou para o balanço e chamou. Os outros já estavam empilhados, rindo alto. De novo, com um apito, mas nada.
Luma parou, ofegante. Então viu algo brilhando entre as folhas do arbusto perto do muro — uma caixa dourada com desenhos de estrelas.
Ela abriu a tampa. Dez figurinhas brilhavam com luz própria. Mateus se aproximou e apontou para um dragão.
Luma correu até o grupo e segurou as figurinhas no alto. 'Vamos todos!' ela gritou.
Mateus segurou a figurinha do dragão e, com a mão trêmula, estendeu para Luma. Ela sorriu e puxou-o para o meio do círculo.
No recreio seguinte, as crianças estavam em roda no pátio, passando as figurinhas. Mateus mostrava o dragão com orgulho. O sol brilhava e as risadas enchiam o espaço.