O parque estava cheio de cor sob o sol. As árvores balançavam e os brinquedos brilhavam.
Petipa viu o menino de óculos chegar. Ele estava na cadeira de rodas.
O balanço fazia tic, tac, tic, tac. Petipa notou que ele não conseguia subir sozinho.
Petipa empurrou a cadeira de rodas pelo caminho de terra. Trancou numa pedra. Tic.
O menino riu. "Tenta de novo!" Petipa empurrou com mais força.
A cadeira saltou para a frente. Ploc! Ele segurou o encosto com força.
Petipa encontrou o jogo de argolas. Lançou uma — tlim! — mas ela caiu no colo dele.
A argola escorregou e caiu na grama. Petipa percebeu que estava molhada de orvalho. Teve uma ideia.
Ela arrastou a cadeira para o centro. "Agora é mais fácil!" — tlim, tlim, tlim!
Todos os anéis caíram nos pés dele. Esticou o braço e encaixou um por um.
Os amigos aplaudiram. O menino sorriu tão largo que os olhos viraram fendas.
Petipa sentou na grama ao lado dele. Mostrou a mão e ele bateu. Tic, tac.