Uma rajada bateu nas janelas. Hazelhug correu até a janela. Um velho cartão postal voou da prateleira e pousou bem no nariz de Hazelhug.
Hazelhug pegou o cartão e olhou para a Vovó acenando na imagem. A chuva batia no vidro. "Estou com saudades de você," disse Hazelhug. Então Hazelhug se apressou para encontrar uma maneira de enviar amor além das colinas.
Primeiro, Hazelhug dobrou um papel. A primeira nota virou uma bola de papel cheia de grumos. A segunda voou direto para a panela de sopa com um ploc. Hazelhug suspirou e pescou a nota encharcada.
Então Hazelhug viu a cesta de tricô da Vovó ao lado da cadeira de balanço. Uma nova ideia surgiu. Hazelhug amarrou uma mensagem a um longo fio vermelho e caminhou pela trilha da floresta, desenrolando-o por entre samambaias, pedras e um toco coberto de musgo.
Hazelhug sorriu para a linha brilhante que seguia atrás. Mas uma rajada levantou o fio e o prendeu em uma árvore como uma cauda de esquilo vermelha e boba. Hazelhug agarrou a ponta, puxou com força e esperou.
Então o fio se mexeu com três puxões bem dados — puxar, puxar, puxar! Uma sineta pequena começou a tocar. Hazelhug riu. "Oi, Vovó!" De volta para casa, o fio vermelho pendia pela janela, e todas as noites a sineta dava um alegre tilintar de muito além das colinas.