Clang-clang foi o som do sino de colher. Pipwick passou pelo arco de gravetos na escola da floresta bem na hora em que as crianças passavam correndo com cestas e botas. Pipwick se encolheu em uma bola apertada ao lado de um toco e olhou para o prado amarelo ensolarado além da porta.
Quando a professora trouxe as bandejas de pintura de bolotas, Pipwick se desenrolou e caminhou até a mesa. Tintas vermelha, azul e dourada esperavam em pequenos potes. Então, uma risada estourou e uma pinha caiu no chão. Pipwick se escondeu debaixo da borda do banco novamente.
Pipwick espiou e tentou um novo lugar perto da janela. Mas duas crianças passaram voando com capas de folhas, e a água da tinta balançou em seus copos de lata. Pipwick segurou uma bolota lisa e sussurrou: “Talvez mais tarde,” enquanto uma gota brilhante escorregava pela mesa.
No final da mesa, outra criança estava sozinha com uma bandeja vazia. Justo então, uma bolota pintada escorregou e rolou. Ploc! Ela deixou uma mancha azul engraçada bem no nariz de Pipwick. Pipwick piscou, então fez uma risadinha e pegou um pincel extra.
Antes que Pipwick pudesse se encolher novamente, Pipwick caminhou até lá e estendeu o pincel. “Quer isso?” Pipwick perguntou. A outra criança olhou para cima e acenou com a cabeça. Uma bolota verde bateu na bolota azul manchada de Pipwick com um suave tilintar.
Logo eles pintaram lado a lado, fazendo listras tremidas e bolotas manchadas. O sino de colher tilintou novamente para o lanche. Pipwick levou a bandeja para o tapete com a outra criança. A sala ainda parecia agitada, mas agora o sussurro dos pincéis e o tilintar dos copos também faziam espaço para Pipwick.